1. Deficiência de vitamina B12
A vitamina B12 é fundamental para o funcionamento do sistema nervoso e para a produção adequada das células sanguíneas.
O uso prolongado de medicamentos que reduzem a acidez pode dificultar sua absorção em determinadas pessoas.
Quando a deficiência acontece, podem surgir sintomas como cansaço, fraqueza, formigamentos e alterações neurológicas.
Isso não significa que todos os usuários de omeprazol desenvolverão deficiência de B12, mas o risco merece atenção em pacientes suscetíveis.
2. Alterações nos níveis de magnésio
Outro possível efeito é a redução da concentração de magnésio no sangue.
Esse mineral participa do funcionamento dos músculos, nervos e coração.
Em situações mais graves, níveis muito baixos podem provocar câimbras, fraqueza e alterações do ritmo cardíaco.
Embora esse efeito seja incomum, ele é reconhecido e merece acompanhamento, especialmente em pessoas que utilizam o medicamento por períodos prolongados.
3. Possível aumento do risco de fraturas
Algumas pesquisas encontraram associação entre o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons e maior ocorrência de fraturas ósseas.
Uma das hipóteses envolve alterações na absorção de minerais e outros fatores relacionados à saúde óssea.Saúde galinhas
Entretanto, ainda não é possível afirmar que o omeprazol seja diretamente responsável pelas fraturas observadas nesses estudos.
4. Preocupações com a saúde dos rins
Estudos observacionais também identificaram uma associação entre o uso prolongado desses medicamentos e problemas renais, incluindo doença renal crônica.
É importante destacar que uma associação estatística não comprova uma relação de causa e efeito.
Além disso, pessoas que utilizam esses medicamentos durante muitos anos podem apresentar outras condições de saúde capazes de influenciar os resultados das pesquisas.
Ainda assim, os dados reforçam a importância de evitar tratamentos desnecessários.
Einstein Hospital Israelita
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Mas atenção: parar de tomar omeprazol de repente também pode causar problemas
Esse é um dos pontos mais importantes do alerta médico.
Quem utiliza omeprazol diariamente há muito tempo não deve simplesmente abandonar o tratamento por conta própria.
Isso porque a suspensão pode provocar um fenômeno conhecido como efeito rebote de acidez.
Durante o tratamento, o organismo se adapta à redução da produção de ácido.
Quando o medicamento é retirado, pode ocorrer temporariamente um aumento da secreção ácida, provocando desconfortos como:
Queimação no estômago;
Azia intensa;
Sensação de ácido subindo pela garganta;
Desconforto após as refeições;
Retorno temporário dos sintomas de refluxo.
Em algumas pessoas, o desconforto é tão significativo que elas acabam voltando a utilizar o medicamento, acreditando que não conseguem viver sem ele.
Por isso, quando a suspensão é indicada, o médico pode recomendar uma redução gradual da dose, uso sob demanda ou outras medidas para controlar os sintomas.
A estratégia depende da doença tratada e do histórico de cada paciente.
Existem pessoas que realmente precisam tomar omeprazol por muito tempo?
Sim. E essa informação não pode ser ignorada.
Embora o uso desnecessário deva ser evitado, existem doenças nas quais o tratamento prolongado oferece benefícios importantes.
Entre elas estão a esofagite erosiva grave, determinadas complicações do refluxo gastroesofágico e condições caracterizadas pela produção excessiva de ácido.
Alguns pacientes também precisam de proteção gástrica porque utilizam medicamentos capazes de provocar úlceras ou sangramentos digestivos.
Nessas situações, interromper o omeprazol sem orientação pode trazer consequências mais graves do que continuar o tratamento.
É por isso que o farmacêutico francês Aurélien Tesson, ao comentar o alerta da médica britânica, destacou que não se deve transmitir a ideia de que o omeprazol é um medicamento ruim.
O objetivo é garantir que ele continue sendo utilizado pelas pessoas que realmente precisam dele.
Doctissimo





